sábado, abril 25, 2009

...capoeira me chama...

“A capoeira trabalha corpo, mente e espírito. Quando os três estão em sintonia, fazemos com que as coisas aconteçam conscientemente.”

Mestre Brasília



"Era uma vez na senzala, entrei na escuridão...
uma raça escravizada buscava a libertação
Para vencer a batalha houve bastante ação

Sem que eu soubesse o dia, no meio da maldição,
veio na mente de um negro uma grande criação!
Junto com seus companheiros, deram início à capoeira,
sem que avistassem o capitão
Quando formava uma roda, era uma diversão!

E os dias se passaram, capoeira foi crescendo
Com batalha e amargura, tudo foi prevalecendo
Essa vida tem mistérios difíceis de entender...
Tem do bom, tem do ruim, mas você pode escolher:
O bom fica à sua espera, o ruim procura você!
Portanto cuidado aí, que é pra não se arrepender
Capoeira é cultura, mas não conhece você!

Capoeira é folclore.
dança, coreografia,
defesa, ataque,
Jogo e esporte.
Arte e cultura.
Maldade,
malandragem e companheirismo
Tem do bom e tem do ruim:
o bom fica à sua espera
e o ruim procura você.
Mas tudo isso podemos dosar
porque tudo tem a sua vez e hora de usar!

Iê!
Volta do mundo camará............ "

quinta-feira, abril 23, 2009

NUNCA nesse mundo se está sozinho!



Salve!
Hoje é dia de Jorge, e dia do meu segundo podcast.
Espero que gostem, apesar da correria e da locução ainda um pouco tímida...

Ouça (ou baixe e ouça) no Podcast1!

Playlist:

1. Jorge Ben - A História de Jorge
2. Caetano Veloso - Jorge de Capadócia
3. Racionais Mc's - Jorge de Capadócia
4. Ana Flavia - Ogum
5. Jorge Ben - Domingo 23
6. Paulinho Nogueira - Meus 20 Anos (Ai, Corinthians!)
7. Rita Lee - Amor Branco e Preto
8. Maria Bethânia - Medalha de São Jorge

domingo, abril 19, 2009

Divina



Maria Bethania cantando "Teresinha", escrita originalmente para a Ópera do Malandro, de Chico Buarque.

terça-feira, abril 14, 2009

(I wish i had a) River.......


(Herbie Hancock e Corinne Bailey Rae)

POLUIÇÃO SONORA


Já é a segunda vez que começo a escrever sobre o assunto.
Na primeira, desisti. Por um momento pensei que era besteira, frescura - "tanta gente morrendo de fome lá fora, e eu aqui preocupada com um barulhinho na minha janela??"
Mas, PUTA QUE PARIU, eu fico putaaaaa!!!!!!

Não importa se existem causas maiores ou mais importantes às quais precisamos dar atenção. OK. Mas o barulho do supermercado Pão de Açúcar na minha janela às 05:30 da manhã estraga o meu sono, eu acordo mal-humorada, estraga o meu dia, e assim - com toneladas e toneladas de seiláoquê martelando o meu cérebro, corpo e mente - eu não posso pensar em mais nenhuma causa.

Eu queria que os caminhões fossem descarregar a essa hora lá na porta do Abílio Diniz. E nem te conto o que eu queria que tivesse dentro dos caminhões. (mas começa com um M bem grande).
É isso.
Deixo aqui algumas considerações sobre o assunto que pesquei na internet, e sigo com a esperança de uma manhã silenciosa, só eu, meus pensamentos, e um barulho gostoso de tráfego ao fundo.

"É importante esclarecer que a poluição sonora não é, ao contrário do que pode parecer numa primeira análise, um mero problema de desconforto acústico.

O ruído passou a constituir atualmente um dos principais problemas ambientais dos grandes centros urbanos e, eminentemente, uma preocupação com a saúde pública.

Trata-se de fato comprovado pela ciência médica os malefícios que o barulho causam à saúde. Os ruídos excessivos provocam perturbação da saúde mental. Além do que, poluição sonora ofende o meio ambiente e, conseqüentemente afeta o interesse difuso e coletivo, à medida em que os níveis excessivos de sons e ruídos causam deterioração na qualidade de vida, na relação entre as pessoas, sobretudo quando acima dos limites suportáveis pelo ouvido humano ou prejudiciais ao repouso noturno e ao sossego público, em especial nos grandes centros urbanos.

Os especialistas da área da saúde auditiva informam que ficar surdo é só uma das conseqüências. Os ruídos são responsáveis por inúmeros outros problemas como a redução da capacidade de comunicação e de memorização, perda ou diminuição da audição e do sono, envelhecimento prematuro, distúrbios neurológicos, cardíacos, circulatórios e gástricos. Muitas de suas conseqüências perniciosas são produzidas inclusive, de modo sorrateiro, sem que a própria vítima se dê conta. (3)

O resultado mais traiçoeiro ocorre em níveis moderados de ruído, porque lentamente vão causando estresse, distúrbios físicos, mentais e psicológicos, insônia e problemas auditivos. Além disso sintomas secundários aparecem: aumento da pressão arterial, paralisação do estômago e intestino, má irrigação da pele e até mesmo impotência sexual. (4)

Estas nocividades estão em função da durabilidade, da repetição e, em especial, da intensidade auferida, em decibéis.

Para Rosane Jane Magrini (5), a poluição sonora passou a ser considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), uma das três prioridades ecológicas para a próxima década e diz, após aprofundado estudo, que acima de 70 decibéis o ruído pode causar dano à saúde. De modo que, para o ouvido humano funcionar perfeitamente até o fim da vida, a intensidade de som a que estão expostos os habitantes das metrópoles não poderia ultrapassar os 70 decibéis estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde.

O nível de ruído entre duas pessoas conversando normalmente se situa entre 30 (trinta) e 35 (trinta e cinco) decibéis. (6)

A Organização Mundial da Saúde, segundo Rosane Jane Magrini (7), relata que ao ouvido humano não chega a ser agradável um barulho de 70 decibéis e, acima de 85 decibéis ele começa a danificar o mecanismo que permite a audição. Na natureza, com exceção das trovoadas, das grandes cachoeiras e das explosões vulcânicas, poucos ruídos atingem 85 decibéis.

O ouvido é o único sentido que jamais descansa, sequer durante o sono. Com isso, os ruídos urbanos são motivos a que, durante o sono, o cérebro não descanse como as leis da natureza exigem. Desta forma, o problema dos ruídos excessivos não é apenas de gostar ou não, é, nos dias que correm, uma questão de saúde, a que o Direito não pode ficar indiferente. (8)

Há de lembrar-se que o mundo do direito não está alheio aos atos lesivos provocados pelo ruído, na medida em que ele atinge a saúde do homem.

Apesar de todos saberem os efeitos da poluição sonora e, inobstante haver Leis Municipais, legislação específica e até outros projetos isolados, de nada adiantam, se a fiscalização dos órgãos competentes, notadamente das Prefeituras, continuarem praticamente inoperantes."

[fonte: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=5261]

quarta-feira, abril 08, 2009

eu podo!




Eeeeeeee!!!
Meu primeiro podcast!

Há tempos que eu procurava e procurava um tema, mas o bloqueio criativo está crítico! Aí pensei em começar com alguma coisa bem simples, tipo uns especiais, ou homenagens a artistas que completam anos de vida, de morte, de obra, legado, enfim... E percebi que todo dia tem alguma coisa a ser lembrada. É só jogar lá no Google "8 de abril" ou qualquer coisa assim, que você já vai saber o que aconteceu nesse dia em todos os anos possíveis da história. (Google é Pai e Wikipédia é Mãe!hehe.)

Hoje escolhi o aniversário da Dulce Pontes, e nos próximos vou procurar sempre seguir alguma pessoa (ou coisa, ou acontecimento) ligada à arte.

[Por enquanto, vai nesse GoEar meio tosco... depois eu vou escolhendo melhor os players, e entendendo os XML e RSS da vida...] Ele também já está no Podcast1.

Tempo é Arte!

sexta-feira, abril 03, 2009

ouvir música junto


um dos maiores prazeres da vida, pra mim, é ouvir música junto...

"VOCÊ GOSTA DE FLAUTINHA??" - não esqueço nunca do momento exato em que ouvi a maria me gritar essa frase, de um cômodo pra outro, enquanto alguma música com um solo de flauta tocava na sala. foi um desses momentos de bobeira que só tem graça naquela hora e pra quem está lá. mas, hoje lembrando, acho que foi nessa hora que percebi que tinha encontrado uma das melhores companhias pra se ouvir música nessa vida! até hoje, quando alguém começa a fazer um solo muito bom, a gente ri, e uma ou outra diz "você gosta de pianinho?" ou "você gosta de orguinho?" e por aí vai... o que adoro nessa menina é a busca incansável e inabalável por conhecer coisas novas e saborea-las devidamente (e acho que aqui já não falo mais só de música, mas de vida...).... go, maria, go!

enfim, muitas outras pessoas encontrei com quem pude compartilhar esse prazer (e se algumas delas estiverem me lendo aqui, tenho certeza que elas sabem que estou falando delas). é tão bom!... é quando as pessoas se se juntam pra fazer as duas coisas que, segundo Kant (e segundo eu), não precisam significar nada: a música e o riso. e as pessoas, ouvintes, ouvindo, ficam envolvidas num vapor de cores, palavras, sabores, vibrações, ritmos. é tudo muito sutil, mas grandioso: cheio de significado oculto - e nesse lugar oculto, que não pode (ou não precisa) ser desvendado, é que se entende muitas coisas, talvez as coisas mais importantes da vida.

e isso não precisa ser apenas um momento intimista. uma coisa que senti muito no último show que fui, do Radiohead(-Te-Amo-Thom-Yorke-), é que é muito impressionante o poder que pode ter um único acorde. um único acorde (às vezes até mesmo uma única nota, colocada num tempo e espaço precisos), tem o poder de despertar uma infinitude de sonhos, memórias, gritos, "coragens"... - enfim, um monte de coisas que no silêncio anestésico do dia-a-dia podem ficar tão bem esquecidas.

como diria caetano... "é lindu!"

eu queria escrever mais, mas preciso ir ali ouvir música comigo....

quinta-feira, abril 02, 2009

Voz em Movimento!

Conheci a Madalena no workshop de Podcast do qual participei, como assistente, no meu querido Senac. Ela tem uma "escola de voz", que eu quero muito conhecer! Por enquanto, fica aqui o link para o site dela, que é bem bonito, e soa bem!

ir para Voz em Movimento!