domingo, março 30, 2008

João


Bosco

quinta-feira, março 27, 2008

Memórias Sentimentais de um Editor de Passos

Diretor: Daniel Turini.

Elenco: Rita Batata, Eduardo Gomes, Antônio Januzelli, Vinícius Piedade, Fernando Sato

Locação: São Paulo/SP, Brasil

Ano: 2006

Parte 1


Parte 2

quarta-feira, março 26, 2008

A MÚSICA DA TERRA




A dor habita em nós, o cravo a ignora.
A vida, uma gavota? Pura dança
o amor? No minueto de Lully
cabe a dificuldade de existir?

Quinta-essência do angélico, no caos
paira a graça de Mozart sobre o abismo,
sem devassá-lo - pássaro de nuvem.
O tempo é outro metal, a comburir-nos.

Urge romper o gosto, a norma límpida,
e sangrentas estilhas do momento
passar à forma nobre da sonata.
Urge extrair do piano o som dramático.

E sucitar o diálogo patético
entre piano e violino, qual se escuta,
na penumbra da alma, a duas vozes,
um rumor de paixão se entretecendo.

Eis que a música deixa de ser pura.
Os serafins e os elfos se despedem.
A terra é lar dos homens, não dos mitos.
Há que desmascarar nosso destino.

Em tatear incessante, no conflito
corpo a corpo entre o ser e a contingência,
nova música, ungida de tristeza
mas radiante de força, vem ao mundo.

Luta o homem na área desolada
de sua solidão; luta no palco
fremente de contrastes, percebendo
que pouco a pouco cerram-se os espaços

da percepção, e tudo se limita
à captação interna, de sinais
salientes, impalpáveis, invisíveis,
nunca porém tão vivos se captados.

À proporção que a dor aumenta, e em volta
nega-lhe o amor seus bálsamos terrestres,
ganha requinte a fábrica sonora
de eternizar a vida em breve arte.

Es muss sein! É preciso! Na amargura,
na derrota do corpo, sublimada,
a canção do heroísmo e da alegria
resgatam nossa mísera passagem.

E entreabre a sinfonia suas palmas
imensas, a conter todo o rebanho
de perplexos irmãos, de angustiados
prospectores de rumo e de sentido

para a sorte geral. O homem revela-se
na torrente melódica, suplanta
seu escuro nascer, sua insegura
visão do além, turva de morte e medo.

Ó Beethoven, tu nos mostraste o alvorecer.

*

(Calros Drummond de Andrade)


Amém!!!

segunda-feira, março 24, 2008

notas pleiadianas sobre o som




No início havia o som. O som começou a coisa toda e no som reside um tremendo poder. Ele abre portais pra outras realidades, pois, com a produção de som, uma energia pode se movimentar de um sistema para outro. Quando vocês utilizam o som, é muito fácil deixar de lado a mente lógica e mudar o canal, tencionando e sendo claros.
(...)

O som permite que a matéria, como informação que está se reformulando dentro do corpo, encontre uma proclamação de saber fora do corpo. (...) Os próprios tons correspondem a áreas específicas do corpo e as afetam. Alguns sons afetam a visão ou o paladar ou a audição. Os antigos compreendiam que um simples som podia reorganizar a estrutura do corpo. O corpo automaticamente produz os sons mais apropriados às necessidades de vocês num dado momento. Confiem.
(...)

Energias específicas são conduzidas por tonalidades específicas. Vocês sabem, quando cantam uma música, que notas diferentes se combinam para expressar a totalidade da canção. A Terra ressoa numa freqüência de 7.8 hertz. Quando o corpo humano é capaz de vibrar no mesmo nível, há uma consciência e uma abertura psíquica incríveis.
(...)

O som é o governante da existência. Os Mestres do Jogo empregam som, luz e geometria como ferramentas básicas de trabalho e se perguntam o que farão vocês quando descobrirem as ferramentas da verdade.

Muitos despertarão para o uso do som. Se centenas de milhares de indivíduos forem levados a harmonizar e se eles se permitirem ser tocados harmoniosamente como instrumentos de consciência - imaginem! Tudo vem do som. O som é a energia primordial usada para criar. O som veio primeiro.


(Terra - Chaves Pleiadianas para a Biblioteca Viva)

quinta-feira, março 20, 2008

Essa música não existe! (André Abujamra)



(pena que a imagem está tão ruim... mas ainda bem que o vídeo também não existe)

a única coisa real é...!

Grito

"Eu raramente grito. Quando grito é um grito vermelho e esmeralda. Mas em geral eu sussurro. Dizer é muito importante. Dizer a verdade que se enconbre de mentiras. Quantas vezes eu minto, meu Deus. Mas é para me salvar. Mentira também é uma verdade, só que sonsa e meio nervosa. Minta quem puder, e que minta com paz de espírito. Porque a verdade exige longa escadaria a subir como se eu fosse uma condenada a nunca parar."

(Clarice Lispector)

domingo, março 16, 2008

Ritmo da Chuva



Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos

quarta-feira, março 12, 2008

terça-feira, março 11, 2008

sound design



Êita brinquedinho legal!!!!!!!!!

segunda-feira, março 10, 2008



"A vida é só uma sombra; um mau ator que grita e se debate pelo palco, depois é esquecido; é uma história que conta o idiota, toda som e fúria - sem querer dizer nada."

(William Shakespeare - Macbeth)