sexta-feira, janeiro 16, 2009

uma raridade.



[André Abujamra, je t'aime mon amour!]


André Abujamra violão, voz, arranjo de cordas, programação de samplers e erhu Rubi voz linda! Sérgio Bartolo baixos Kuki Stolarski bateria Barbatuques percussão vocal e corporal Ed Cortez saxofones Mestre Armando Ferrante solo de piano Walter Franco participação especial

sábado, janeiro 10, 2009

Nada Brahma



Ooommmmmmmmmmmmm: o primeiro som. No princípio era o verbo. No princípio era o som. Som, matéria em movimento captado pelos ouvidos. "Nada Brahma" é uma antiga proposição hindu de que "o mundo é som". (em sânscrito: Nada = som, Brahma = o Todo, a Unidade, o Universo). O ritmo da natureza, ciclos de criação e destruição, atividade e inatividade, vida morte vida.

Estou iniciando meus estudos sobre o som. Talvez ainda leve um tempo pra conseguir realmente fechar os olhos e ouvir - afinal são muitos séculos de turbilhões de imagens, outdoors, beauty magazines, televisão. Mas aos poucos eu vou perdendo a timidez e podendo escrever mais.

Por enquanto fica aqui um trechinho do prefácio de Fritjof Capra para o livro Nada Brahma, do Joachim Berendt:

"(...)o padrão universal dinâmico não consiste somente em vibração. A palavra é som, portanto isso significa que ele vibra em proporções harmônicas. O autor nos chama a atenção para o fato de que o universo opta com visível predileção - dentre os bilhões de vibrações possíveis - por aquelas poucas mil que têm um sentido harmônico, o que nos leva a questionar: por que o mundo é tão harmonioso? Uma resposta surpreendente a essa excitante questão foi proposta por uma teoria recente sobre os sistemas vivos. Segundo essa teoria, nós não percebemos um mundo que existe de forma independente; para sermos mais precisos, nós o criamos com os nossos processos de percepção e cognição. Em organismos vivos diversos, como plantas, animais e seres humanos, esses processos diferem pois dispõem de órgãos de percepção diferentes, o que os leva à criação de mundos próprios. Desse ponto de vista, o fato de só observarmos as vibrações harmônicas do universo não deve nos surpreender. É natural que, se os nossos órgãos dos sentidos são harmônicos, o mundo que eles criaram só poderá ter um "sentido harmônico".

Para o autor, a compreensão de que o mundo é som tem implicações profundas não só para a ciência e a filosofia, mas também para a nossa vida cotidiana e a sociedade. Ele argumenta que há alguns séculos a nossa cultura ocidental vem dando ênfase exagerada à visão, em detrimento da audição. Portanto, a nossa atual mudança de paradigma inclui, segundo Berendt, uma modificação essencial dessa ênfase, da visão para a audição. Com exemplos impressionantes, ele mostra que essa modificação de 'olhos' para 'ouvidos' coincide com a mudança de valores masculinos para os femininos, que tantas vezes tem sido associada à nossa transformação cultural - ou seja, da análise para a síntese, do conhecimento racional para a sabedoria intuituva, do domínio e da agressividade para a não-violência e a paz."

sexta-feira, janeiro 02, 2009



"(...) El resultado es que mi vida es un experimento perpetuo entre la nada y la nada. A veces el experimento se torna vertiginoso y brutal. No puedo separar artificialmente lo que hago y lo que pienso de lo que escribo. Si viviera en Estocolmo mi vida quizás sería lenta, monótona, gris. Los alrededores son decisivos. Lo unico que puedo hacer siempre, en Estocolmo, en La Habana o donde sea, es construir mi proprio espacio. Nunca puedo esperar que alguien me dé la libertad. La libertad tiene que construirla uno mismo. Como? Cada quien tiene que descubrirlo por sí mismo. Mi libertad la construyo escribiendo, pintando, sosteniendo mi visión simple del mundo, acechando en la jungla como un animal, impidiendo intromisiones en mi vida privada. Lo esencial para el hombre es la libertad. Interior y exterior. Atreverse a ser uno mismo en cualquier circunstancia y lugar. La libertad es como la felicidad: nunca se llega. Nunca se tiene completa. Sólo es el camino. Uno camina en pos de la libertad y la felicidad. Y así se vive. Es a lo unico que podemos aspirar. Unos pocos años atras, y durante mucho tiempo, mi vida estuvo atada a sistemas, conceptos, prejuicios, ideas perconcebidas, decisiones ajenas. Aquello era demasiado autoritario y vertical. Así no podia madurar. Vivía en una jaula, como un bebé al que protejen y aíslan para que jamás endurezca sus músculos y desarrolle su cerebro. Todo se desmoronó delante de mí. Dentro de mí. Con mucho estruendo. Y estube al borde del suicidio. O de la locura. Debía cambiar algo en mi interior. De lo contrario podía terminar loco o cadáver. Y yo queria vivír. Simplesmente vivir. Sin agobios. Quizás con algun dia feliz. Y reducir las angustias. Eso es imprescindible: reducir las angustias. Quizás es solo un asunto de cambiar el punto de vista. Hay que estar plenamente presente donde uno se encuentra, y no escapar siempre."

(Pedro Juan Gutiérrez - Animal Tropical)