som. 1 Tudo o que soa ou impressiona o sentido do ouvido. 2 Ruído ritmado, produzido por vibrações sonoras que se sucedem regularmente. 3 Timbre. 5 Palavra cuja articulação é mais ou menos agradável ao ouvido.
quarta-feira, novembro 26, 2008
Todos os caminhos
(Lenine - Todos os caminhos)
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." (Guimarães Rosa)
Eita vida. Vida desgraçadafilhadaputadocaralho. Vida gostosapracacete. Haja coragem. E música, muita.
quarta-feira, novembro 19, 2008
UAU!
Lakai é uma marca de roupas e acessórios para skatistas e skates.
Girl Films é uma produtora sobre a qual não consegui encontrar muitas informações.
De qualquer forma...
Viva o high-definition video!
Viva a vida sobre rodas!
Música: Lower Your Eyelids to Die With the Sun - M83
Mensagem do número 5
O número 5 veio diretamente das estrelas para nos trazer uma mensagem. Para isso, ele precisou utilizar o corpo de um humano... de quem? É o Maluf? O Cid Moreira?? O Pequeno Buda?? O inventor do portuñol??? NÃO!!! É o fabuloso Takeshita!
E se você pensa que a mensagem dele não tem nada "sobre som", está enganado. Ouvindo com atenção, podemos ver que nestas civilizações cósmicas o som é uma importante ferramenta de harmonização e de percepção dos ciclos da nossa civilização (ondas que sobem e descem, sobem e descem......). Na nossa música, principalmente a ocidental, o número 5 tem um importante papel: a "quinta", ou o quinto grau de uma escala, representa a "dominante" - ou seja, é aquela nota que, dentro da escala, cria a sensação de 'tensão', que pede a resolução do acorde final. Talvez por isso tenham nos enviado o número 5, nesse momento de extrema tensão e decadência da raça humana? Não sei... mas vamos esperar os próximos contatos para maiores esclarecimentos!
terça-feira, novembro 18, 2008
Madredeus e Fernando Pessoa
(Ainda - Madredeus - do (belo!) filme Lisbon Story... lindíssima Teresa Salgado!)
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"É necessário agora que eu diga que espécie de homem sou. Meu nome, não importa, nem qualquer outro pormenor exterior meu próprio. Devo falar de meu caráter.
A constituição inteira de meu espírito é de hesitação e de dúvida. Nada é ou pode ser positivo para mim; todas as coisas oscilam em torno de mim, e, com elas, uma certeza para comigo mesmo. Tudo para mim é incoerência e mudança. Tudo é mistério e tudo está cheio de significado. Todas as coisas são “desconhecidas”, simbólicas do Desconhecido. Em conseqüência, o horror, o mistério, o medo por demais inteligente.
Pelas minhas próprias tendências naturais, pelo ambiente que me cercou a infância, pela influência dos estudos realizados sob o impulso delas (dessas mesmas tendências), por tudo isto meu caráter é da espécie interiorizada, concentrada, muda, não auto-suficiente, mas perdida em si mesma. Toda a minha vida tem sido de passividade e de sonho. Todo o meu caráter consiste no ódio, no horror, na incapacidade que invade tudo quanto em mim existe, física e mentalmente, para os atos decisivos, para pensamentos definidos. Nunca tive uma decisão nascida de um autocomando, nunca uma denúncia exterior de uma vontade consciente. Todos os meus escritos ficaram inacabados; sempre novos pensamentos se interpunham, associações de idéias extraordinárias e inexcluíveis, de término infinito. Não posso evitar o ódio que têm meus pensamentos de ir até o fim; a respeito de uma simples coisa, surgem dez mil pensamentos e milhares de interassociações com esses dez mil pensamentos e careço de vontade de elimina-los ou detê-los, nem tampouco de reuní-los num pensamento central, onde os seus pormenores sem importância mas associados podem-se perder. Introduzem-se em mim; não são pensamentos meus, mas pensamentos que passam através de mim.
Não pondero, sonho; não me sinto inspirado, deliro. Sei pintar, mas nunca pintei; sei compor música, mas nunca compus. Estranhas concepções em três artes, amáveis afagos de imaginação acariciam meu cérebro; mas deixo-os ali dormitar até que morram, pois não tenho poder de corporificá-los, de torná-los coisas do mundo exterior.
O caráter da minha mente é tal que odeio os começos e os fins das coisas, porque são pontos definidos. Aflige-me a idéia de que se descubra uma solução para os mais altos e mais nobres problemas da ciência e da filosofia; horroriza-me a idéia de que uma coisa qualquer possa ser determinada por Deus ou pelo mundo. Enlouquece-me a idéia de que as coisas mais momentosas possam realizar-se, de que os homens pudessem todos ser felizes um dia, de que se encontrasse uma solução para os males da sociedade, mas nas suas concepções. Contudo não sou mau nem cruel; sou louco e isso dum modo difícil de conceber.
Embora tenha sido um leitor voraz e ardente, não me lembro contudo de nenhum livro que tenha lido a tal ponto eram minhas leituras estados de minha própria mente, sonhos meus, e mais ainda provocações de sonhos. Minha própria recordação de acontecimentos, de coisas exteriores, é vaga, mais do que incoerente. Estremeço ao pensar quão conservo em mente do que tem sido minha vida passada. Eu, o homem que afirma que o hoje é um sonho, sou menos do que uma coisa de hoje."
(Fernando Pessoa)
segunda-feira, novembro 10, 2008
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